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Mantras

a linguagem sagrada do som

Os mantras são uma das expressões mais antigas e profundas da espiritualidade humana. Surgidos nos Vedas há milhares de anos, eles atravessaram gerações como veículos de concentração, expansão de consciência e reconexão com o divino.


No coração da tradição hindu e do Nāda Yoga — o yoga do som — os mantras são entendidos como vibrações vivas, frequências que moldam a mente, reorganizam o campo sutil e despertam estados interiores de paz, entrega e clareza.

Os mantras são portais vibracionais. Cada sílaba carrega uma força arquétipa, e cada invocação nos afina com aspectos específicos da existência: sabedoria, abundância, coragem, amor, proteção, expansão, cura.

Quando cantados em grupo, como nos kirtans, os mantras criam uma atmosfera capaz de dissolver tensões, aliviar emoções densas e trazer um sentimento de unidade — algo que a ciência moderna começa a compreender ao estudar ressonância, coerência cardíaca, ondas cerebrais e harmonia vibracional.

O Poder do Som como Medicina

Em muitas tradições ancestrais, o som é considerado a primeira medicina.

 

No hinduísmo, diz-se que o universo nasceu de um som primordial — AUM — e que tudo o que existe vibra dentro desse campo sonoro infinito.

 

A música medicina, assim como os mantras, atua exatamente nessa interseção entre vibração, emoção e estados de consciência. As frequências produzidas pelo canto, tambores, flautas e instrumentos harmônicos reorganizam o campo energético, facilitando:

  • relaxamento profundo

  • liberação de estresse e ansiedade

  • desbloqueio emocional

  • reconexão com o propósito

  • estados meditativos espontâneos

  • expansão espiritual

 

Nos tempos atuais, essa medicina se torna ainda mais essencial. Vivemos em uma era marcada por ansiedade, estresse crônico, desconexão e um número crescente de pessoas enfrentando estados depressivos ou sentimentos de vazio. O excesso de estímulos externos e a falta de espaços de interiorização criam um desalinhamento profundo entre mente, corpo e espírito.

 

É nesse contexto que o trabalho com o som se revela um refúgio.
A vibração sonora atua onde as palavras, muitas vezes, não conseguem tocar: atravessa tensões, dissolve camadas de rigidez emocional e cria um espaço interno de acolhimento e respiro.

Principais Divindades, Frequências e Simbologias

​Na tradição hindu, cada divindade é um arquétipo vivo.
Suas imagens não são “ilustrações religiosas”, mas mapas simbólicos da consciência — cada gesto (mudra), cada objeto, cada postura revela uma força espiritual e psicológica.
Assim, ao cantar seus mantras, entramos em sintonia com esses atributos internos.

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Ganesha

Abertura de Caminhos, Sabedoria e Superação

Ganesha é uma das divindades mais queridas da Índia, aquele que remove obstáculos e abre caminhos. Sua imagem é profundamente simbólica:

  • Cabeça de elefante: representa força, memória ancestral e a capacidade de ultrapassar barreiras.

  • Orelhas grandes: simbolizam escuta profunda — o sábio é aquele que ouve mais do que fala.

  • Olhos pequenos: foco e discernimento.

  • Barriga grande: acolhimento e capacidade de “digerir a vida”, suas alegrias e desafios.

  • Um dos dentes quebrados: resiliência; a sabedoria que nasce das experiências imperfeitas.

  • O rato aos seus pés: simboliza a mente inquieta que, quando guiada pela consciência superior, encontra seu lugar.

O mantra de Ganesha ativa coragem, clareza e movimento, ajudando a dissolver obstáculos internos e externos.

Saraswati

Criatividade, Sabedoria, Artes

Saraswati é a deusa do conhecimento, da arte, da música, da eloquência e da intuição sutil.

Sua iconografia revela seu campo vibracional:

  • Véu branco e roupas claras: pureza mental, discernimento, clareza.

  • Veena (instrumento de corda): harmonia interior, refinamento emocional e a música que organiza o caos.

  • Livro dos Vedas: conhecimento ancestral e sabedoria espiritual.

  • Rosa branca ou lótus: intuição, despertar e consciência refinada.

  • Cisne: símbolo da alma elevada, que distingue o essencial do supérfluo.

Cantar seus mantras favorece foco, inspiração, estudo, expressão artística e intuição espiritual.

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Lakshmi

Abundância, Prosperidade e Harmonia Interior

Lakshmi é a energia da abundância em todos os sentidos: material, emocional, espiritual e relacional.

Sua imagem é repleta de símbolos luminosos:

  • Lótus rosa: nascimento da beleza, do amor e da pureza mesmo em meio às dificuldades.

  • Moedas fluindo de sua mão: prosperidade compartilhada, generosidade e fluxo contínuo.

  • Quatro braços: os quatro pilares da vida próspera — dharma, artha, kama e moksha.

  • Elefantes ao fundo: proteção, estabilidade e bênçãos.

  • Aura dourada: radiação de plenitude, abundância e magnetismo positivo.

 

Suas frequências trazem leveza, estabilidade emocional e abertura para receber.

Shiva

Transformação, Verdade e Consciência Pura

Shiva é aquele que destrói o que já não serve e abre espaço para o novo.
Ele representa o silêncio, a introspecção e a essência que está além da forma.

Sua iconografia é profunda e metafísica:

  • Terceiro olho: visão além do ego; percepção da verdade.

  • Cinzas no corpo: desapego radical e compreensão da impermanência.

  • Cobra Naga: domínio da energia kundalini e coragem diante do desconhecido.

  • Trishula (tridente): os três estados de consciência — vigília, sonho e sono profundo — e a transcendência sobre eles.

  • Rio Ganga fluindo de seus cabelos: purificação espiritual e fluxo da vida.

  • Tambor Damaru: o som primordial que cria o universo.

 

O mantra Om Namah Shivaya nos convida a reconhecer e dissolver padrões antigos, trazendo presença e consciência elevada.

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Durga

Força, Proteção e Coragem Sagrada

Durga é a grande mãe guerreira, a força do feminino que protege, sustenta e ilumina.

Sua simbologia é poderosa:

  • Leão ou tigre: domínio dos instintos e da energia vital.

  • Armas nas mãos: coragem, determinação e capacidade de cortar ilusões.

  • Oito ou dez braços: atuação múltipla — a energia que alcança todos os aspectos da vida.

  • Postura serena, mesmo armada: força que age a partir da paz interior, não da violência.

  • Vermelho e dourado: vigor, vitalidade e expansão.

 

Cantar mantras de Durga fortalece o campo energético, protege emocionalmente e ativa a força interior necessária para atravessar desafios.

Krishna

Amor, Alegria, Doçura e Devoção

Krishna representa o coração espiritual — o amor incondicional, a alegria simples e a devoção amorosa.

Sua imagem transmite leveza e encantamento:

  • Flauta (bansuri): o chamado da alma; a canção divina que guia o buscador.

  • Pele azul: símbolo do infinito e da consciência expandida.

  • Pavão na cabeça: beleza, graça e nobreza.

  • Roupas amarelas: luminosidade e alegria.

  • Postura dançante: celebração da vida, fluidez e movimento.

 

Suas vibrações abrem o coração, despertam alegria e dissolvem rigidez emocional.

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Hanuman

Fé, Serviço, Coragem e Poder Interior

Hanuman é o arquétipo da devoção inabalável, da força espiritual e do serviço ao sagrado.

Sua simbologia é intensa e transformadora:

  • Corpo de macaco: humildade, simplicidade, espontaneidade.

  • Coração aberto com Rama e Sita dentro: devoção pura, fidelidade e entrega total ao divino.

  • Mace (gada): força espiritual disciplinada.

  • Postura saltando ou voando: superação dos limites, coragem para atravessar o impossível.

  • Tail flame: a chama da determinação e da fé.

 

O Hanuman Chalisa e seus mantras conectam com coragem, confiança e força para vencer momentos difíceis.

Kali

Verdade, Libertação e Transformação Profunda

Kali é a força que rompe ilusões e corta aquilo que impede o crescimento espiritual. Ela representa a coragem de olhar para a própria sombra e a libertação de padrões, medos e apegos que bloqueiam o fluxo da vida.


Embora sua imagem pareça intensa, sua energia é de profunda compaixão — a compaixão que nos ajuda a atravessar aquilo que evitamos.

 

Sua iconografia é rica e simbólica:

  • Pele negra ou azul-escura: o infinito, o mistério e o potencial puro que antecede toda criação.

  • Língua para fora: a exposição da verdade que não pode mais ser escondida; o rompimento com ilusões.

  • Cabelos soltos: força indomável, energia livre da domesticação da mente.

  • Guirlanda de crânios: a transcendência do ego e das identidades limitadas.

  • Espada e cabeça na mão: discernimento que corta a ignorância e liberta da ilusão do “eu” separado.

  • Postura sobre Shiva: a união entre energia (Shakti) e consciência (Shiva), mostrando que transformação só é possível com presença e clareza.

 

Cantar seus mantras — como Om Krim Kalikayai Namaha — desperta coragem, entrega e purificação emocional, abrindo espaço para renascimento e verdade interior.

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As Grandes Festividades da Tradição Hindu

Essas datas funcionam como portais energéticos, momentos em que o campo coletivo se abre para introspecção, cura e renovação — e nos kirtans, esses portais se tornam experiências vivas.

Ganesha Chaturthi

Celebra o nascimento de Ganesha e marca tempos de abertura e novos começos.

 

Navaratri

Nove noites de devoção ao divino feminino em suas três faces: Durga, Lakshmi e Saraswati.

 

Krishna Janmastami

Celebra o nascimento de Krishna e a amorosidade universal.

Mahā Shivaratri

Noite de vigília, silêncio e transformação profunda.

 

Diwali

Festival da luz, da esperança e da vitória do bem sobre a ignorância.

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Rodas de Mantras

Todo mês acontece pelo ao menos um encontro de mantras nas cidades de São Paulo, São Roque ou Guarulhos. 

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